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Minha história com as HQs parte 2

     Bom, vamos continuar com a história da minha jornada no mundo dos quadrinhos. Caso não tenha lido a primeira parte, é só clicar aqui. Caso já tenha lido, bora pro resto.




    Como havia dito ao final do post anterior, minha primeira HQ de super-heróis foi da Marvel mas não qualquer edição mensal ou semanal daquelas com uma história que a gente pega pela metade sem entender nada. Bom, na verdade era uma série de histórias pela metade que eu não entendi nada, mas eu AMEI. Se tratava de uma edição da Marvel MAX.


    Para quem não sabe, o selo MAX da Marvel era algo similar ao que era a VERTIGO para a DC, e caso você também não saiba do que se trata isso, é basicamente um selo onde se publicavam histórias adultas. Como uma criança de sete anos que mal entendia o que estava vendo, para mim tudo ali era sensacional. Vi o Motoqueiro Fantasma destripar seguidores do KKK, o Justiceiro trocar tiros dentro de um strip club contra alguma máfia, um grupo de heróis desconhecidos brigar até ultrapassar a camada de ozônio e algum capítulo aleatório de Marvel Zombies.




    No momento eu pensei que todas as histórias em quadrinhos da Marvel tinham aquela pegada, mas quando descobri que não era bem assim, tampouco me decepcionei, eu mergulhei de vez no mundo dos heróis.


    Na época as grandes histórias não chegavam ao Brasil com tanta facilidade, então o único material que eu tinha contato era alguma mensal aqui outra ali. Recordo que cheguei a ter uma edição de Civil War sem nem saber do que se tratava, sem conhecer sequer quem era Homem de Ferro ou Capitão América, mas era tudo fantástico.




    Tendo isso em conta, o que me restava era pesquisar sobre esses personagens e histórias na internet. Passava horas e horas lendo sobre diferentes poderes, grupos de heróis, vilões, planetas e todos os elementos que compõe o gênero.


    Algo que todos os leitores de quadrinhos passam por algum momento é o grande obstáculo que divide aqueles que se tornarão fãs e os que abandonarão o mundo das HQs, e esse obstáculo é a linearidade das histórias, a continuidade, ou em termos simples, conseguir entender o que diabos você está lendo.


    É evidente que a sensação de pegar uma história pela metade ou de não conhecer os personagens pode ser muito frustrante, mas existem algumas maneiras de contornar isso, mas naquela época admito que isso me afastou um pouco de HQs de Marvel e DC por exemplo.


    Bom, o caminho que eu segui foi ir para os mangás. Já sei que existe o debate de se mangá pode ser considerado história em quadrinhos etc. Mas não quero entrar nesse mérito, vou contar brevemente a importância dos mangás nesse meu trajeto.




    Seguindo então, ainda em 2007, 2008 passei a acompanhar Naruto nas tardes de Bom Dia e Cia no SBT, que justamente costumava passar depois de Liga da Justiça, Jovens Titãs ou desenhos do tipo. Com o tempo, acabei descobrindo o mangá do ninja loiro e não demorou nada para eu começar a ler online até ficar em dia com o lançamento dele.


    Esperar uma nova edição de Naruto me consumia por dentro, a intriga, os mistérios não revelados e a história apaixonante me deixavam com um gostinho de quero mais, e o melhor de tudo era que a história era lineal! Bastava ler da primeira à última edição que você entendia tudo, olha que maravilha.




    Ali por essa época também surgiu a Turma da Mônica Jovem, que também contava com histórias lineais! Eu, fã de Naruto e Naruto Shippuden, encarei aquilo como um Turma da Mônica Shippuden e mergulhei naquelas histórias também. Enfim, com o passar do tempo acabei deixando as histórias do Mauricio de Sousa de lado e passei a seguir unicamente a saga do Kishimoto online acompanhando mensalmente.


    Essa foi a época em que mais me mantive afastado dos quadrinhos de fato, até porque a ascensão dos jogos e filmes de heróis tomaram um protagonismo tão grande que parecia que aos poucos as velhas HQs sumiriam. Até houve um momento em que depois de ir à casa de um amigo da escola e ver sua coleção de quadrinhos da DC fiquei com saudades e até cheguei a comprar algumas revistas da época, chegando a ter algumas edições de A Noite Mais Escura do Lanterna Verde e a edição 100 de Superman e dos Vingadores, mas de volta, me vi no meio de histórias que não cheguei a ver o começo e na maioria das vezes, também não cheguei a ver a conclusão.





    Passada essa época sombria da minha vida com os quadrinhos, começa a surgir novamente uma sementinha de esperança. Alguns canais de youtube como Nerdcetera, Jovem Nerd, 2quadrinhos, Pipoca e Nanquim e afins que abordavam as HQs voltaram a despertar a minha vontade de mergulhar naquele mundo. Se não me engano, foi mais ou menos por aí onde começaram os rumores de uma Comic Con no Brasil, que viria a se chamar CCXP, e basicamente toda essa comoção nerd deve ter aquecido o mercado.


    Em algumas livrarias e bancas comecei a encontrar histórias completas, encadernados, edições especiais e aquilo me deu uma luz, aos poucos minha frustração por histórias inacabadas ou sem começo foi desaparecendo, pois agora finalmente podia ler tudo do princípio ao fim. Entretanto, havia uma limitação obvia, eu era uma criança, portanto, não cabia a mim decidir o que eu podia ou não comprar.


    Independente disso, ali eu entrei para nunca mais sair desse mundo. Durante a minha adolescência passei a ler diversos quadrinhos, não só da Marvel ou da DC, mas tudo o que eu encontrava eu consumia e de vez em quando comprava alguma HQ física para poder degustar ela.


    De lá pra cá a coisa se manteve assim, até que finalmente no início deste ano finalmente consegui um emprego, o que me deu uma liberdade financeira enorme para poder colecionar HQs, e hoje em dia tenho minha coleçãozinha de pouco mais de 100 HQs e alguns mangás, nada demais perto de colecionadores mais experientes, mas é sem dúvida algo que me orgulho muito e pretendo continuar investindo sempre que possível.




    E essa foi a minha jornada com as HQs, pessoal. Se vocês gostaram, fiquem ligados que em breve postarei algumas histórias mais específicas dessa minha trajetória, análises, resenhas e recomendações também. 

    Muito obrigado por ter chegado até aqui! Lembre-se de compartilhar com seus amigos e trazer mais pessoas para essa realidade maravilhosa das páginas recheadas de arte, história e imaginação!

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